O Certificado de Aprovação (CA) em confecções que optam pela terceirização na fabricação de EPIs
A terceirização de etapas de fabricação de EPIs - como corte, costura ou acabamento - é uma estratégia comum e eficiente para muitas empresa. Esse modelo permite flexibilidade operacional e redução de custos fixos, mas como fica o processo de obtenção do certificado de aprovação (CA) neste cenário?
PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
9/2/20263 min read


Sua confecção terceiriza a produção? Entenda o impacto da terceirização e do Modelo 5 de Certificação na Portaria MTP 672
A terceirização de etapas fabris - como corte, costura ou acabamento - é uma estratégia comum e eficiente para muitas confecções de vestimentas de proteção. Esse modelo permite flexibilidade operacional e redução de custos fixos. No entanto, quando o assunto é a certificação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) sob a Portaria 672 do Ministério do Trabalho, a terceirização traz desafios rigorosos de conformidade técnica.
No Modelo 5 de Certificação (ensaio de tipo combinado com a avaliação do Sistema de Gestão da Qualidade e auditorias periódicas), a terceirização da produção não exime a empresa detentora do Certificado de Aprovação (CA) da responsabilidade total sobre a qualidade e a rastreabilidade do produto.
Se a sua empresa utiliza facções ou oficinas terceirizadas, entenda quais são os impactos diretos e os requisitos obrigatórios para garantir a aprovação na auditoria do Organismo de Certificação de Produto (OCP).
1. A responsabilidade técnica não é terceirizável
Para o Ministério do Trabalho e para o OCP, o detentor do CA responde integralmente por qualquer desvio técnico do EPI. Se uma oficina terceirizada utilizar uma linha fora da especificação, alterar a margem de costura ou misturar lotes de tecido técnico antichama, a penalidade e a suspensão do CA recairão sobre a sua marca.
Portanto, o primeiro passo no Modelo 5 de Certificação é entender que terceirizar a execução exige mais rigor e controle de processo.
2. Requisitos obrigatórios para o controle de fornecedores terceirizados
Para ser aprovada em uma auditoria da Portaria 672 utilizando produção terceirizada, a sua empresa precisa demonstrar na prática que mantém o prestador de serviço sob a mesma rédea curta de uma produção própria.
Isso exige a implementação de:
Qualificação e homologação de terceiros: critérios claros para escolher e aprovar oficinas parceiras (capacidade técnica, máquinas adequadas e condições de trabalho).
Fichas técnicas e instruções operacionais claras: envio de documentação detalhada para o terceirizado contendo especificações exatas da(s) atividade(s) terceirizada(s) e correlatos.
Auditorias e inspecões no terceirizado: realização de verificações periódicas na facção / prestador de serviço para garantir que os padrões do processo estão sendo seguidos.
Inspeção rígida de recebimento: todo lote costurado que retorna da facção / prestador de serviço deve passar por uma inspeção de recebimento rigorosa antes de seguir para a expedição ou acabamento final.
3. Rastreabilidade: o calcanhar de Aquiles no Modelo 5 de Certificação
O ponto em que as empresas mais reprovam em auditorias com terceirização é a perda de rastreabilidade e inspeção final.
É obrigatório que o seu Sistema de Gestão consiga provar, a qualquer momento, qual lote de tecido técnico antichama foi enviado para qual oficina, qual lote de tecido foi utilizado e quem realizou a inspeção final daquele lote específico. Se o material for misturado no processo de envio ou retorno da facção / prestador de serviço, o sistema de qualidade pode ser considerado falho, gerando uma não conformidade.
Como transformar a terceirização em um modelo seguro e rentável?
Terceirizar a produção de vestimentas de proteção é perfeitamente viável e rentável no Modelo 5 de Certificação, desde que respaldado por um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) bem amarrado.
A CausaMais atua na estruturação completa do SGQ para confecções que terceirizam suas operações. Desenvolvemos o mapeamento de processos, procedimentos de controle de terceiros, critérios de homologação, fichas de inspeção e treinamento de equipes, garantindo que a sua operação passe pela auditoria do OCP com 100% de conformidade e zero dor de cabeça.
Sua confecção terceiriza a produção e quer garantir a conformidade dos seus CAs? Fale com os especialistas da CausaMais e blinde a sua cadeia de suprimentos.
contato@causamais.com.br
+55 11 98166-8311


